Medidas provisórias que reduzem áreas protegidas na Amazônia são aprovadas no Senado
A decisão é um precedente perigoso e pode estimular a invasão e o desmatamento de várias Unidades de Conservação no país.
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| Fonte da imagem: site O Eco |
Com a aprovação das MPs 756 e 758, ficam desprotegidos 486 mil hectares da Floresta Nacional do Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim (37% do total) e mais de 101 mil hectares do Parque Nacional de Jamanxim, no oeste do Pará, para abrir espaço às obras da ferrovia Ferrogrão, paralela à BR-163.
As medidas foram ratificadas pelo Senado com aplausos de lobistas do setor agropecuário da região que estavam no plenário a convite do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que presidiu a Comissão Especial da MP 756, composta por deputados e senadores.
Os projetos foram aprovados exatamente como vieram da Câmara dos Deputados, sem qualquer modificação. Os parlamentares mantiveram, inclusive, uma das emendas “jabuti”, que prevê a redução de 10,4 mil hectares do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.
Membros da bancada paraense e lobistas do setor agropecuário, os defensores das medidas provisórias argumentam que a alteração visa pacificar a região e regularizar a posse da terra. Para ambientalistas e estudiosos, no entanto, a legalização de invasões incentivará mais grilagem de áreas protegidas.
Poucos senadores manifestaram-se contrários às medidas, entre eles João Capiberibe (PSB-AP), e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que tentaram obstruir a votação e pedir verificação de quórum. No entanto, a maioria aprovou as duas matérias a toque de caixa e, surpreendentemente, a MP 758 foi votada em menos de 5 minutos.

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