Defesa inaugura antena para ajudar a monitorar o desmatamento na Amazônia

Defesa inaugura antena para ajudar a monitorar o desmatamento na Amazônia
October 2, 2018. Flight from Porto Velho to Rio Branco (Brazil) Aerial views of Amazon rainforest, fires and deforestation. A team from Greenpeace navigated 1065km by boat through the central Amazon, via the rivers Amazonas, Rio Preto do Pantaleão, Maués-Açu, Parauari, Paraná do Ramos and Urubu, to document landscaped and meet the communities and indigenous inhabitants that could be affected by a possible oil exploration and gas in the region in which land blocks will be auctioned by the Brazilian government starting in November. The Greenpeace team discovered that the communities and indigenous populations that should have been consulted about this potential exploration were not informed by the proper government agencies. Additionally, the team found sensitive forest areas that already suffer from their historic menaces of large cattle ranches, mining and logging. Photo by Daniel Beltra for Greenpeace

Brasil é cobrado internacionalmente a adotar medidas de proteção do meio ambiente. Antena custou US$ 5,8 milhões, financiada com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

O Ministério da Defesa inaugurou nesta quinta-feira (22) uma antena de recepção “multissatelital” que ajudará a monitorar o desmatamento na Amazônia e outros crimes ambientais quase que em tempo real.

O Brasil é cobrado internacionalmente a adotar medidas de proteção do meio ambiente. A cobrança já partiu de países como Estados Unidos, Alemanha e Noruega. Ainda no período eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro dizia que não nomearia no cargo de ministro do Meio Ambiente algum "xiita ambiental".

Fonte: Independente Foto de Daniel Beltra for Greenpeace / October 2, 2018, Rondônia. 

A gestão de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente, de 2019 a junho de 2021, foi marcada por uma série de polêmicas. Ele já defendeu “passar a boiada” na área ambiental e entrou em atrito com o Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) quando o órgão divulgou dados de desmatamento.

O novo ministro do Meio Ambiente é Joaquim Alvaro Pereira Leite, que deu poucas declarações públicas desde a posse.

Como funciona A antena de recepção “multissatelital” do Ministério da Defesa foi instalada no Campo de Instrução do Exército em Formosa (GO), a cerca de 90 km de Brasília (DF). O equipamento tem 17 metros de altura e 11,3 metros de diâmetro. Funcionará de maneira permanente. A antena receberá em tempo real o sinal captado pelos satélites que estão na órbita brasileira. O equipamento transmitirá as imagens para uma equipe de analistas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão subordinado ao Ministério da Defesa. Essa transmissão das imagens será feita em minutos, segundo o Ministério da Defesa. Com isso, a equipe do Censipam conseguirá alertar rapidamente os órgãos ambientais de ações de desmatamento e outros crimes ambientais identificados. Segundo o diretor-geral do Censipam, Rafael Costa, as antenas atuais do centro demoram dias, até semanas para fazer a transmissão das imagens. “Vantagem da antena é ter acesso as imagens enquanto o satélite está passando. Aquilo em minutos é disponibilizado para as equipes de análise. Os alertas de desmatamento podem ser identificados de forma mais rápida, e eles podem atuar mais rápido”, explicou Costa. Veja também: FloresCast #12 – Monitoramento Florestal Custo A antena inaugurada nesta quinta em Goiás é a primeira do tipo “multissatelital” do Censipram. O equipamento receberá imagens do Centro-Oeste, Sul, Nordeste, pedaço do mar territorial e pedaço da Amazônia. Uma segunda antena “multissatelital” será instalada até novembro em Manaus (AM). Com isso, será possível cobrir o território nacional inteiro, segundo Costa. A antena de Goiás custou US$ 5,8 milhões e a da Manaus custará US$ 3,9 milhões. Ambas são financiadas com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES. O Censipam é um órgão criado pelo governo para facilitar e agilizar o controle de atividades ambientais ilegais. O centro tem uma função acessória. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) continua sendo o principal responsável pelo monitoramento da Amazônia e divulgação dos dados de desmatamento. O INPE é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
fonte:. G1

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